sexta-feira, 25 de abril de 2008

E-COMMERCE E E-BUSINESS

E-COMERCE

O e-commerce ou comércio eletrônico é o conjunto de atividades comerciais que acontecem on-line, ou seja, é a prática de negócios on-line, que utilizando o poder da informação digital, têm como objetivo projetar e satisfazer as necessidades dos clientes. Assim sendo, o mesmo estende as transações comerciais para além da estrutura de tratamento interno da organização, ligando eletronicamente os processos de negócio das empresas com todos os intervenientes na cadeia de valor – fornecedores, empresa, canais/parceiros e clientes/consumidores.

Ao romper barreiras geográficas e temporais, a Internet possibilita aos funcionários e dirigentes trocarem dados, informações, decisões e conhecimentos de forma rápida, entre si e também com seus fornecedores, revendedores e clientes, criando uma nova cultura digital. Nessa nova cultura, fatores como a distância e tempo tendem a ser cada vez menos relevantes.

Situação Atual

Cerca de 90% das empresas tem atualmente algum tipo de presença na Net. Uma parte expressiva delas tem apenas a chamada "Presença Institucional", ou seja, um site que mostra o que é a empresa, suas atividades, produtos ou serviços prestados, localização, telefone para contatos, etc. Uma espécie de folheto eletrônico de divulgação da empresa. Outras, porém, permitem a compra/venda de produto e prestações de serviços on-line. Contudo este tipo de atividades comporta ainda alguns entraves ao seu desenvolvimento:

No caso dos potenciais compradores/consumidores

Nível cultural e hábitos de compra

O fator cultura é bastante importante, pois pode servir de entrave à proliferação de novos meios de comércio. O nível cultural pode influenciar os hábitos de compra e culturas mais fechadas, são normalmente avessas a inovações de grande suporte, como é o caso do e-commerce.

Pouca experiência dos consumidores/compradores

Apesar da grande divulgação da Internet nos últimos anos e do aumento do número de utilizadores, verificamos que a Web ainda é um universo desconhecido para uma grande massa populacional. Este fator é um entrave à proliferação na Net como mercado eletrônico.

Insegurança dos consumidores/compradores

O ato de comprar é um ato comportamental. A compra on-line é um comportamento novo, um hábito que não está ainda consolidado para a maior parte dos utilizadores da Web, sendo a aquisição desse hábito, um processo dinâmico que leva algum tempo até ocorrer. Existe ainda uma certa insegurança, por parte dos consumidores, no que respeita à aquisição de produtos via Internet, especialmente quando esses mesmos produtos comportam um elevado valor monetário e sentimental.

No caso das empresas

Web performance

O principal entrave que se coloca ás empresa que operam on-line, é sem dúvida a necessidade de tecnologias e de um modelo de negócios que lhes permitam desempenhar um melhor desempenho ao nível do e-commerce. O software de segurança para a realização de transações on-line, assume uma grande importância visto que à medida que são introduzidos programas mais sofisticado, quer ao nível de encriptação de dados (pessoais, cartões de visa...), quer ao nível de proteção das bases de dados das próprias empresas, se verifica um incremento da confiança dos internautas no sistema de transações on-line. Regulamentos jurídicosExistem regulamentos jurídicos que colocam alguns entraves ao desempenho do comércio eletrônico.

Fatores Críticos de Sucesso

Redução dos custos:

Redução do tempo nos processos de compra
Redução de erros de processamento, através de transações eletrônicas.
Redução dos recursos físicos e humanos envolvidos

Redução no tempo de acesso ao mercado de bens e serviços:

Comprimir a cadeia de valor através da transferência eletrônica de informação e da realização
Realização automática de transações
Melhorar o cash flow através de pagamentos eletrônicos

Melhorar o serviço ao cliente:

Melhorar a oferta ao consumidor adequando as condições de venda aos novos modos de vida e de trabalho
Reagir mais rapidamente às necessidades dos consumidores através da redução do tempo de processamento das transações
Melhor o alinhamento da oferta de serviços às necessidades do cliente

Alcançar novos clientes

Estabelecer presença em mercados e segmentos geográficos que não estavam disponíveis
Explorar canais novos e emergentes através do fornecimento de um serviço integrado
Recolher informação para melhorar o planeamento de CRM e marketing

Perspectiva futuras

Para fazer face à situação que atualmente ainda se coloca como seja a fraca divulgação da Internet como meio de compra, será necessário programar uma série de mecanismos que permitam ultrapassar os problemas se colocam à proliferação e desenvolvimento de e-commerce. A falta de segurança ainda sentida deverá ser combatida através de ações que divulguem uma imagem de total segurança nas transações via Internet. Esta situação é conseguida através de um esforço de investimento, por parte das empresas, em tecnologias e software que deixem transparecer uma imagem de segurança aos consumidores. A partir da primeira compra, sentindo a comodidade e a facilidade de comprar pela Internet, é natural que os compradores se sintam mais à vontade e abertos a este novo hábito, efetuando assim as suas compras com mais regularidade. Assim sendo, os novos hábitos de compra vão-se espalhando à medida que mais pessoas se vão sentindo à vontade no ambiente virtual, o que desencadeia um acesso cada vez maior a este novo meio de compra. Por outro lado, as empresas necessitam de desenvolver estratégias que permitam aumentar a sua web performance, atuando essencialmente ao nível do web design, web price, web CRM e web promotion, através de adesão de modelos de negócios dirigidos para cada setor de atividade e que vá de encontro à performance esperada pela empresa.

E–business

Conceitos e Classificações

E-business, ou negócio eletrônico é uma definição mais ampla de comércio eletrônico que inclui a compra e venda de produtos pela internet, atendimento a clientes, colaboração com parceiros de negócio e a coordenação de transações comerciais organizacionais internas. Contudo, quanto à interação, e–business pode ser classificado em:

B2c(business to consumer): transações caracterizadas pela compra de produtos a partir de lojas virtuais. Compras de livros e CDs são exemplos tradicionais.

B2B (business to business): é caracterizado por transações efetuadas diretamente entre empresas. Um exemplo seria o disparo de um pedido de compra diretamente no fornecedor, feito pela empresa cliente.

B2B2C (business to business to consumer): consiste em ter um atacadista que vende para o distribuidor, que por sinal vende para o consumidor final, naturalmente no meio digital.

C2B (Consumer to business): Indivíduos usam a internet para vender seus próprios serviços. Um exemplo seria uma pessoa física em busca de uma nova oportunidade de trabalho, enviando seu currículo para diversas organizações.

m–commerce: caracterizado por negócios eletrônicos gerados a partir de dispositivos móveis, como o telefone celular. Ingressos para filmes, entradas para teatro já estão disponíveis. Com a chegada dos aparelhos coloridos com suporte a vídeo, o usuário passa a possuir outras opções de compra de serviços que não sejam jogos e ringtones. Vídeos, papéis de parede e outras formas de entretenimento também são vendidos para estes aparelhos.

C2C (consumer to consumer): os clientes compram e vendem diretamente de outros clientes, por meio de um espaço comum. Sites de leilão eletrônico são exemplos desta natureza.

B2E (business to employee): as organizações podem utilizar a internet como canal direto com seus próprios empregados. Portais departamentais e intranets são exemplos de iniciativas deste tipo.

e–learning: é a utilização do ciberespaço para ampliação do conhecimento ou a realização de treinamentos formais virtuais. Têm sido uma área em expansão no Brasil.

e–governement: o governo, enquanto entidade, compra produtos e serviços eletronicamente.Diante destas classificações, a equipe responsável por estes projetos enfrenta uma série de desafios, que são determinantes para o sucesso da aplicação.

Desafios

Toda equipe envolvida em um projeto de e–business deve estar atenta para os fatores críticos proporcionados por esta abordagem. Os desafios neste ambiente dinâmico podem ser classificados em cinco categorias:

Estratégico: os desafios devem ser observados em um horizonte de tempo de médio ou longo prazo. Assim, o cuidado com a tecnologia é fundamental, assim como esclarecer a missão, os objetivos, e o método utilizado pelo projeto. Um plano de negócio é o melhor instrumento para reunir todas as preocupações relacionadas a este problema e esclarecer qual será o modelo de negócio adotado.

Gerencial: reunir a equipe com as pessoas certas é, em dúvida, o maior desafio gerencial. Além de ter que vender a idéia para a alta direção, o gerente de projeto deve dedicar atenção específica na formação da sua equipe. Pessoas de marketing, ciência da computação, psicologia (para análise do comportamento), administração, finanças e economia são indispensáveis em qualquer equipe.

Marketing: divulgar o produto é essencial e hoje os mecanismos de busca se tornaram a porta de entrada para os usuários. O Google domina 41% das buscas na internet, seguido pelo Yahoo e pelo MSN. Aparecer nas primeiras posições por buscas por seu produto, seja ele mercadoria ou serviço, é essencial.

Tecnológico: escolher qual a tecnologia a ser utilizada pauta a necessidade de recursos para a manutenção. A equipe deve sempre considerar soluções já existentes, de preferência de código aberto, e trabalhar em adaptações para o seu ambiente.

Financeiro: como medir o risco envolvido em um projeto de e–business? Pessoas, tempo e tecnologia são exemplos importantes de fatores de risco. Os modelos financeiros disponíveis como o CAPM e APV quase sempre se demonstram ineficientes. O mais indicado seria o uso de redes neurais, da inteligência artificial. Para tanto, além de conhecimento matemático, é necessário ter a disposição uma série histórica de indicadores de projetos similares, usados na "calibragem" à rede.

Tendências

Modelos de negócio baseados em propaganda já entraram em colapso há algum tempo. Entretanto, atrair a audiência é uma estratégia interessante, principalmente para as empresas de serviço, e o conteúdo é o ponto chave. Com a atual geração de mecanismos de busca, quase todo o conteúdo de um site é indexado, e a importância deste site (o "pagerank" no google) determina se a empresa vai aparecer "bem" ou "mal" em mecanismos de busca. Pesquisas recentes apontam que mais de 90% das pessoas não passam das dez primeiras opções recuperadas pelos mecanismos de busca em uma consulta. Empresas especializadas em "Marketing" em máquinas de busca estão surgindo rapidamente.
Para as empresas que vendem produtos físicos, a estruturação dos dados na internet é uma ameaça. Atualmente é necessário um grande esforço por parte de um agente inteligente (e, conseqüentemente, do programador deste) para recuperar um preço em uma página web, a fim de fazer comparações com outros sites. Entretanto, com a web semântica e o aumento do uso de xml, haverá uma explosão de agentes, ou robôs, varrendo sites na web e comparando preços, (no que diz respeito ao setor comercial) ou extraindo informações de sites jurídicos ou do "diário oficial" (no que diz respeito ao setor de serviços).

Referencias: http://cadeiras.iscte.pt/Marketing//firmperformance/e-commerce.htm
http://www.fernando.parreiras.nom.br/content/view/37/42/

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